SP: Votação do PLC 26 é adiada novamente

Governo não conseguiu quórum mínimo para votar reforma estadual

Não houve quórum suficiente para votar a proposta de Reforma Administrativa de João Doria na noite desta terça-feira (05/10). Pela segunda semana consecutiva, a votação do PLC 26 foi adiada.

A Presidência da Assembleia Legislativa convocou duas sessões extraordinárias para ontem à noite com o objetivo de colocar a proposta de alteração do regime jurídico dos servidores do Estado de São Paulo. Na primeira sessão foi à votação o roteiro para aprovação do PLC, no entanto era preciso que ao menos 48 deputados votassem para que o processo prosseguisse. 45 deputados da base governista votaram, mas não foi o suficiente. A oposição se manteve em obstrução.

Carlão Pignatari (PSDB), presidente da Casa chegou a abrir a segunda sessão com o intuito de votar o roteiro novamente. Logo na abertura, ocorreu a informação dos presentes no Plenário de que o líder do governo, deputado Vinicius Camarinha (PSB) procurou os líderes da oposição e foi fechado o acordo de adiar a votação para o próximo dia 13.

O cenário mostra que o governo está com dificuldades para conseguir os votos necessários para aprovar seu projeto. Embora tenha maioria no Legislativo, as negociações não estão sendo fáceis. A mobilização dos servidores na Alesp está forte e muitos parlamentares estão reticentes em votar mais um projeto que ataca direitos trabalhistas e prejudica o Serviço Público. Muitos que costumam votar com o governo inclusive usaram a tribuna para tecer duras críticas ao projeto. Vale lembrar que 2022 é ano eleitoral e ninguém quer ter a imagem prejudicada.

Para se ter uma ideia, o tuitaço promovido nesta terça-feira pela categoria atingiu a marca de mais de 60 mil tuites, ficando entre os trend topics do Twitter. Além da mobilização contra o PLC 26, os servidores paulistas também pedem que a Casa vote sem mais demora o Projeto de Decreto Legislativo 22/20, revoga os efeitos do Decreto Estadual 65.021/20, mais um ato de João Dória instituído sem qualquer debate. O decreto altera as alíquotas de contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas, punindo trabalhadores que dedicaram a vida à prestação de serviços à população.

Fique atento às comunicações da AASPSI Brasil. A mobilização não pode parar. Continue mandando mensagens para os parlamentares, participe dos atos e mobilizações.

 

Sobre o(a) autor(a) Ana Carolina Rios

Jornalista pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), bacharel e licenciada em letras pela Universidade de São Paulo (USP). Assessora de Comunicação da AASPSI Brasil desde 2012.

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