Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua

Exigir políticas públicas de proteção social, moradia digna, saúde e combate à invisibilidade e ao preconceito. Estes são os principais objetivos desta data que remete ao Massacre da Sé, ocorrido em agosto de 2004, um dos crimes mais brutais cometidos contra pessoas em situação de rua.

O compromisso de assistentes sociais e psicólogas/os com a luta desta população vai além do acolhimento, é um posicionamento ético, político e compromissado com a garantia dos Direitos Humanos. Em um mundo onde a rua muitas vezes é encarada como um espaço de invisibilidade ou criminalização, assistentes sociais e psicólogas/os muitas vezes atuam como pontes para a reconstrução da cidadania e da dignidade humana.

Lembremos sempre do propósito da nossa atuação: a defesa da equidade e na garantia de acesso às políticas públicas. O trabalho interdisciplinar entre as duas áreas desempenha papel essencial na construção e defesa de políticas públicas, no fortalecimento da autonomia e protagonismo destas pessoas e no combate às ações higienistas e à aporofobia.

A população em situação de rua não tem que ser reconhecida como mero objeto de caridade, mas sim como um grupo de sujeitos de direitos que foi privado do acesso aos seus meios fundamentais de reprodução da vida.

Sobre o(a) autor(a) Ana Carolina Rios

Jornalista pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), bacharel e licenciada em letras pela Universidade de São Paulo (USP). Assessora de Comunicação da AASPSI Brasil desde 2012.