Assembleia-Geral de servidores do TJ-SP decide pela continuidade da greve sanitária

Reuniões regionais ocorrerão até o dia 15 antecipando a nova assembleia

Enquanto não houver respeito pela saúde e vida dos servidores, a greve sanitária será mantida. Este é o entendimento da categoria que realizou mais uma assembleia nesta quarta-feira (02/09). A greve foi decretada em julho. Até o momento, o Tribunal de Justiça não disponibilizou os testes do Covid-19, conforme prometido antes do início da volta das atividades presenciais.

Fora a manutenção da greve, os participantes também deliberaram pela realização de reuniões regionais nas comarcas. As entidades representativas dos servidores definirão um calendário e organizarão os debates. O objetivo é estar próximo dos trabalhadores e orientá-los sobre a greve. As reuniões ocorrerão até o dia 15/09.

A próxima assembleia será no dia 16/09 às 10 horas, de forma virtual, transmitida no Facebook e Youtube da Fespesp.

O presidente do Tribunal de Justiça recebeu uma comissão de representantes no último dia 25 de agosto, mas não houve muitos avanços. A continuidade da negociação está marcada para o dia 24 de setembro. As entidades tentarão antecipar esta data.

Itens aprovados na assembleia de hoje:

1) Não retorno nesse momento ao trabalho presencial;

2) Revogação do Provimento 2564/20;

3) As condições e necessidades do home office, tais como fornecer computadores, auxílio alimentação para todos, EPIs de qualidade e testagem desde já para quem está fazendo urgentes e para os terceirizados;

4) A questão da digitalização dos processos físicos;

5) Ser considerado como grupo de risco os servidores com filhos menores e adolescentes até 18 anos, prioridade ficar no trabalho remoto;

6) Fornecimento de EPIs, proteção de acrílico, faces shield, aventais, máscaras, álcool gel em quantidade e de boa qualidade suficientes para os servidores que fazem serviço externo, como os oficiais de justiça e assistentes sociais;

7) Manter o andamento dos processos urgentes e, principalmente, os físicos, já os digitais sem necessidade de urgência devem ser feitos pelo trabalho remoto, consultas, petições etc;

8) Controle de horário para o trabalho remoto, muitos servidores estão passando das 8 horas de trabalho;

9) Retomada da discussão sobre a questão da cobertura da saúde dos funcionários, o aumento do auxílio saúde (R$ 800,00) e debate sobre o plano de saúde que o TJ estava estudando;

10) Regularização das previsões de aposentadoria e abono de permanência no sistema intranet;

11) Discutir a questão do aumento do desconto da previdência para os aposentados previsto para outubro;

12) Retomar as marcações de gozo de férias dos funcionários;

13) Alongar junto aos bancos o prazo dos descontos em folha dos créditos consignados em até 120 meses;

14) Manter e programar o pagamento das horas trabalhadas nos plantões judiciários.

 

 

 

 

 

Sobre o(a) autor(a) Ana Carolina Rios

Jornalista pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), bacharel e licenciada em letras pela Universidade de São Paulo (USP). Assessora de Comunicação da AASPSI Brasil desde 2012.

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